ENTREVISTA EXCLUSIVA COM RENATINHO DA BAHIA EX. VOCALISTA DO É O TCHAN

Renatinho da Bahia prepara DVD 

Cantor diz que vai convidar ex-companheiros do É o Tchan para participação em novo trabalho

Por: Renato Reis/Fotos: Paulo Sérgio

Renato Xisto dos Santos de Deus carrega no nome todo o peso da devoção religiosa da família, da cidade de Camaçari, na Bahia, onde começou a cantar em igrejas e festas. Sua vida teve uma verdadeira reviravolta em 2000, quando, venceu o Concurso para vocalista do Grupo É o Tchan, no programa Domingão do Faustão, da TV Globo. A partir de então, ele ficou nacionalmente conhecido como Renatinho da Bahia, viajando por todo o Brasil e por vários países do mundo. Aos 37 anos, morando no Rio, ele toca a carreira solo há cinco anos, realizando shows e se preparando para o lançamento de um DVD que deve ter a participação dos antigos companheiros do É o Tchan. Na entrevista que segue, exclusiva para a Sepetiba News, ele fala sobre a carreira e a vida:

SEPETIBA NEWS – Por que razão uma banda de tanto sucesso como foi o É o Tchan se separou?
Renatinho da Bahia – Eu sinceramente não sei. Havia sempre algumas modificações, entrando gente nova, mas realmente não sei. Acredito que foi uma coisa natural, que, por outro lado até alavancou minha carreira.

Ficou alguma mágoa?

Nenhuma. Tenho até que agradecer a eles por ser conhecido hoje, por ter conhecido 23 estados do Brasil e mais de 15 países, em quatro continentes.
Como está sua carreira hoje?

Graças a Deus, bem! Estou divulgando o trabalho que produzi em dois CDs maravilhosos: Renatinho da Bahia A Hora é Essa e Renatinho da Bahia A Cara do Brasil. Além disso, estou trabalhando na produção do meu primeiro DVD, que vem com músicas inéditas.

Como você define seu estilo musical?

Meu projeto mistura axé e samba reggae. O que aqui no Rio é conhecido como axé, lá na Bahia agente chama de pagodão. É essa a mistura que faço. Já até gravei músicas lentas, uma delas, “Sincero”, gravei com a Perlla.

Qual é o seu maior sucesso?

Acho que é “Alalalong”. Até gravei um clipe com a Viviane Araújo, que está no Youtube.
Você continua viajando fazendo shows?

Muitos shows.

Como você os define?

São apresentações super pra cima, com ritmos dançantes, alegres.
Qual é a estrutura de suas apresentações?

Eu moro no Rio, onde tenho uma banda com sete músicos, um técnico de som e dois bailarinos, mas tenho bandas de base também no Nordeste e no Pará.
Você falou que está se preparando para lançar um DVD.

Como será esse trabalho?

Ele terá músicas de meus CDs que bateram bem, mas terá músicas novas. Possivelmente vou convidar o pessoal do É o Tchan para participar.

Já uma previsão para o lançamento?

Não, porque ainda estamos organizando as coisas. Hoje está tudo muito voltado para a Copa. Vai acontecer mais para frente.

Como você analisa o mercado da música atualmente?

Hoje não é só a qualidade musical que dita a regra. Se há dinheiro e estrutura a coisa é outra.

Como as novas mídias influenciam esse mercado?

Há uma mudança por conta da Internet. De certa forma, ela nos tira um certo quinhão de direitos autorais, mas, por outro lado, ajuda na divulgação.

A sua produção está focando nesse novo universo, das redes sociais?

Claro! O próprio clipe “Alalalong” foi específico para a Internet. Agente usa muito Facebook, Instagran, Twitter. Isso ajuda bastante.

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