Em dez meses, 914 novos casos foram diagnosticados no estado.

Em dez meses, 914 novos casos foram diagnosticados no estado.
No ano passado, 783 casos de HIV totalizaram as notificações.

O Amazonas já registra um aumento de 16,7% no número de casos diagnosticados de HIV no estado. De janeiro a outubro deste ano, 914 novos casos de pessoas infectadas com o vírus da imunodeficiência humana foram notificados, enquanto ao longo de 2012 foram registradas 783 notificações. O número de mortes causadas pela Aids também cresceu nos municípios amazonenses, conforme dados da Secretaria de Estado de Saúde do Amazonas (Susam).

Segundo a coordenadora Estadual de DST, Aids e Hepatites Virais da Susam, Silvana Lima, a tendência é que, nos próximos meses e anos, sejam registrados aumentos no número de novos casos de HIV. O que, de acordo com ela, não significa uma expansão da epidemia de Aids. A representante atribui o crescimento à ampliação do acesso ao diagnóstico nos municípios do interior do Amazonas.

"A cada ano há um aumento do número de novos casos de HIV em relação ao ano anterior. Nesses dez meses de 2013, houve esse aumento de casos porque ampliamos o diagnóstico com oferta maior de testes rápidos para o interior do Amazonas. Antes, praticamente só se diagnosticava em Manaus, agora elevamos para 70% a cobertura de testes rápidos no estado. O nosso objetivo é realmente conhecer a realidade do HIV no Amazonas”, explicou Silvana Lima.

No Amazonas, a faixa etária com maior incidência de contaminação é de 20 a 34 anos. Os homens concentram a maioria dos casos com 68%. Já os 32% restantes de casos são de mulheres. Manaus lidera a lista de cidades com maior volume de infectados, seguido dos municípios de Parintins, Tabatinga, Itacoatiara, Manacapuru, Presidente Figueiredo, Tefé, Iranduba, Borba e Rio Preto da Eva.

Dos 62 municípios amazonenses, ainda há nove que ainda não registraram casos de HIV e Aids. "Porém, isso não significa que não haja casos, talvez os casos podem ter vindo para Manaus para ser registrados na capital ou ainda não foram incluídos no banco nacional”, revelou a coordenadora.

A mortalidade causada pelo vírus HIV também elevou o número de mortes no Amazonas. Entre janeiro e dezembro do ano passado, 216 óbitos foram registrados em todo o estado. Já no período de dez meses deste ano, 235 pessoas morreram devido ao HIV, ou seja, houve um aumento de 8,8% dos óbitos.

"O maior problema é o diagnóstico tardio e que leva muitas vezes ao óbito. As pessoas chegam com doença em estágio avançado, então melhorando o diagnóstico no interior e na capital vamos conseguir dar um o tratamento de forma mais precoce, evitando o óbito”, enfatizou Silvana Lima.

Para reduzir o avanço do vírus no estado, a Susam informou que tem direcionado investimentos para as ações preventivas nas escolas. "Principalmente envolvendo o protagonismo juvenil, esclarecendo os jovens da importância das medidas de prevenção, inclusive divulgando a prevenção no âmbito das redes sociais. Tudo isso para que o preservativo volte a ser usado como meio de prevenção", informou a coordenadora de DST, Aids e Hepatites Virais da Susam.

Compartilhe

Comente